Estufa de Matrizes. Nossa operação mais importante na propagação de plantas cítricas é a preparação periódica da Estufa de Matrizes. Esta estufa é renovada a cada 2 anos, o que significa que, neste intervalo, novas plantas básicas totalmente isentas de Amarelinho ou Clorose Variegada dos Citros (CVC) são preparadas para o fornecimento de borbulhas ou gemas de propagação. O processo tem as seguintes etapas:
1. Seleção de ramos produtivos de cada variedade nas plantas matrizes.
2. Tratamento térmico dos ramos selecionados.
3. Enxertia sem lenho de borbulhas dos ramos tratados.
1. Seleção de ramos produtivos. As matrizes de
citros têm origem em plantas de clones novos selecionadas pela Secretaria da Agricultura
no início dos anos 60. Para
cada variedade, temos selecionadas diversas
plantas de alta performance, com produtividade, qualidade da fruta e sanidade
comprovadas. Vários ramos com boa carga de frutos típicos da variedade como na figura ao
lado são escolhidos nestas plantas para fornecimento de material básico de propagação
entre os meses de Outubro e Fevereiro. Estes ramos, de até 3 cm de diâmetro na base, com
no mínimo 1 fruto para cada 8 folhas, são serrados, e suas folhas e frutos removidos.
São cortados em pedaços de cerca de 25 cm de comprimento e trazidos até nosso
laboratório para tratamento.
2. Tratamento térmico. Os ramos trazidos até o laboratório são tratados termicamente a temperaturas entre 50 e 54 graus centígrados por 8 a 12 minutos. Este tratamento mundialmente utilizado para tratamento de sementes e material vegetativo de propagação em citros e outras plantas foi por nós adaptado para ramos de borbulhas cítricas em 1994. Sua eficiência na eliminação e prevenção de Amarelinho ou CVC em borbulhas de citros tem sido comprovada tanto cientificamente como na prática desde então.
3. Enxertia sem lenho. As bactérias do Amarelinho
são totalmente
restritas ao lenho das plantas, nunca tendo sido encontradas colonizando outros tecidos vegetais. A eliminação do lenho das borbulhas, portanto,
redobra a segurança da propagação cítrica totalmente isenta da doença. Desenvolvemos assim a enxertia sem lenho de plantas cítricas em
1993. Da mesma forma que o tratamento térmico, a
eficiência da enxertia sem lenho na eliminação e
prevenção de Amarelinho em mudas cítricas têm sido comprovada tanto cientificamente
como na prática. As borbulhas são retiradas totalmente sem lenho (figura ao lado)
através de uma técnica especial e enxertadas na Estufa de Matrizes em
porta-enxertos especialmente preparados para a operação. São produzidas assim as plantas
básicas que fornecerão
borbulhas para a produção de mudas teladas de alta qualidade conforme as exigências da
Secretaria de Agricultura. Ficam assim asseguradas para cada variedade cítrica por nós
propagadas:
fidelidade total à produtividade
fidelidade total à qualidade da fruta
isenção total de Amarelinho ou CVC
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